quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Fofoca. Quem nunca fez!



A novela das nove “A Favorita” entre outros temas importantes dá destaque a um “vício”, se é que podemos chamar assim, da fofoca.

Quem nunca fez uma fofoca que levante a mão.
Está bem! Pode abaixar a mão todo mundo!

A palavra fofoca tem o dom de atrair a atenção das pessoas. É só falar que tem uma fofoca para contar que a pessoa passa a receber atenção de todos a sua volta. Quem vai contar uma fofoca sempre estabelece a mais importante das regras: “Que fique só entre nós, combinado!” E o outro quando passa a fofoca para frente trás à baila a regra novamente. Parece que agindo assim, o fofoqueiro livra-se da responsabilidade dos efeitos que esta fofoca pode trazer. E assim a fofoca “voa” de boca em boca pelo mundo afora.

Há quem diga que “fofoca foi feita para circular, caso contrário não é fofoca e sim segredo”.
Não estou com este comentário defendendo a fofoca, muito pelo contrário, estou tentando definir este vício que assola muita gente e que agora, em razão da novela abordar este tema de forma tão verdadeira, com seus reflexos e prejuízos, é que acho ser o momento adequado para refletirmos sobre este hábito tão presente na sociedade humana.
Muitas novelas já abordaram a fofoca, porém sempre revestida de comédia, como a "fofoca engraçada". Porém, na vida real a fofoca trás conseqüências iguais às interpretadas pelos personagens Paula Burlamaqui como a principal vítima, e Jackson Antunes como o fofoqueiro.

Está muito certo o escritor João Emanuel Carneiro ao dar o verdadeiro sentido à fofoca na novela “A Favorita”. Fazer fofoca não é engraçado, não é passa-tempo, não é esporte.
A fofoca nunca tem um objetivo educativo, construtivo ou de auxílio. Na verdade a fofoca tem na sua essência atingir o outro, e o faz da pior maneira possível, pelas costas.

A fofoca, dependendo de onde ela acontece, tem alvos certeiros como na bolsa de valores que consegue fazer despencar as ações em alta, denegrir a imagem de personalidades governamentais, promover dispensa de funcionários em empresas e até acabar com casamentos felizes.

Sabemos que não podemos extinguir a fofoca do mundo, porém podemos trabalhar responsabilidade e ética na escola e na família, principalmente através de exemplos.

Difícil?

5 comentários:

idhalin disse...

fique tranquila cybele alem de gostar de sua materia eu tambem votei nela.

bom final de semana

beijos.

Sarita disse...

Cybele, acho que desde que o mundo é mundo ela existe.
Vai continuar existindo porque sempre conta uma novidade( verdadeira ou falsa).

Mary Miranda disse...

Oi, Cybele!
Interessantíssimo o enfoque q vc deu a um tema tão usado no nosso dia-a-dia!
Vc tocou no ponto certo: a fofoca é p/ destruir , não p/ edificar.
Se fosse p/ fazer o bem, as pessoas teriam prazer em contar q um conhecido passou num concurso, q o(a) filho(a) de fulano de tal é inteligente, etc.
Todos nós temos um pequeno gene de "fofoca" pois volta e meia comentamos algo não muito aceitável sobre alguém.
Mas é naquela: temos q nos policiar p/ não destruir ninguém!
Valeu!
Abraços,
Mary.

Diene disse...

Odeio fofocas, mas tenho que suportá-las.bjssss

Anônimo disse...

No matter what others say, I think it is still interesting and useful maybe necessary to improve some minor things